|
As cargas minerais são usadas principalmente para substituir parte da resina a das fibras de vidro e assim reduzir o custo do produto final. As principais cargas minerais usadas para essa finalidade são calcita (carbonato de cálcio moído) e areia. A areia é uma carga inerte que não interfere significativamente no desempenho da peça acabada. A calcita, porém, não é inerte e só deve ser usada em peças para ambientes secos. Outras cargas, como talco, carbonato de cálcio precipitado, argila, etc, são também usadas, mas por terem granulometria muito fina elas aumentam muito a viscosidade da resina e são usadas em teores muito baixos, perdendo assim o interesse econômico. Existem cargas que são usadas porque dão aos laminados propriedades especiais, como é o caso
da alumina hidratada, que tornam as peças retardantes de chamas e auto-extinguiveis.
Em resumo, para reduzir custos, o laminador deve escolher entre carga de areia ou de calcita. A calcita deve ser pré misturada na resina. A areia, por ser muito abrasiva, deve ser aplicada a pistola sem ser misturada na resina
|
|
Vamos falar sobre o gelcoat. O gelcoat tem três funções.
a) Substituir a pintura convencional, dando às peças acabamento liso, brilhante e colorido.
b) Proteger a superfície da peça contra a ação das intempéries e do meio ambiente.
c) Servir de base para pintura nas peças que, por uma razão qualquer, devam ser pintadas.
O gelcoat é uma matéria prima muito complexa, obtida pela mistura de vários ingredientes como resina poliéster, carga mineral; absorvedor de UV, pigmentos, agente tixotrópico, desaerante e aditivo auto-nivelante. Devido a essa complexidade e também por ser muito visível e aparente, o gelcoat é responsável pela grande maioria dos problemas encontrados na laminação. A seguir falamos sobre os principais ingredientes usados para fazer gelcoats.
|
|
Os pigmentos são aglomerados de partículas sólidas insolúveis no sistema resina-estireno e servem para dar cor e opacidade aos gelcoats. Os aglomerados presentes nos pigmentos reduzem o brilho das peças. Para minimizar esse problema, os pigmentos devem ser moídos e dispersos em pastas antes de ser usados para fazer gelcoats. Os pigmentos diferem muito em termos de resistência a luz e a produtos químicos e o fabricante de gelcoat deve usar apenas produtos adequados ao uso final da peça.
Deve ser lembrado que os pigmentos são insolúveis na resina e por isso dão cor e opacidade aos gelcoats. Isso quer dizer que os gelcoats pigmentados são opacos, isto é, não permitem a passagem de luz. A foto mostra uma pasta de pigmento disperso em veículo de poliéster isento de estireno. Essa pasta é conhecida como 'pasta não reativa".
Os corantes, ao contrário dos pigmentos, são solúveis na resina e permitem a fabricação de gelcoats coloridos e transparentes. Assim para fazer gelcoats coloridos e transparentes, os pigmentos devem ser substituidos por corantes.
|
|
O agente tixotrópico é usado para evitar que o gelcoat liquido escorra quando aplicado em paredes inclinadas. O agente tixotrópico é muito importante porque, como veremos adiante, os gelcoats são aplicados em camadas espessas (0,5 mm), e por isso têm grande tendência a escorrer em paredes inclinadas. A foto mostra um gelcoat branco, sem agente tixotrópico, ao lado de outro azul, que contém esse aditivo. Outro aditivo muito importante nos gelcoats é o chamado absorvedor de UV, que serve para dar proteção contra a ação dos raios solares. Essa proteção é essencial porque o gelcoat forma a superfície externa e visível das peças.
Como dissemos, existem ainda outros ingredientes usados para fazer gelcoats, como os desaerantes (facilitam a remoção do ar ocluído durante a laminação) e os aditivos auto-nivelantes, que servem para alisar e reduzir a aparência de casca de laranja da superfície das peças.
|
|
anterior
4 seguinte |